Capítulo 9 – A Terra Prometida.

Com a captura de Marduk, o centro de gravidade do oeste da Mesopotâmia mudou para ao longo da costa do Mediterrâneo. Toda a expectativa de seu povo de ver os deuses reunidos sob a asa de Marduk e toda a expectativa messiânica se fora. Quando os Hititas partiram, o povo se perguntava com isso poderia ter acontecido. Quando coisas ruins aconteciam a o povo, era porque os deuses estavam zangados. Mas e quando aconteciam com os deuses? Havia um Deus supremo para um deus supremo?  

Pouco é conhecido dos “Kassitas”, que libertaram Marduk e substituíram a Dinastia de Hammurabi, cerca 160ACe dominaram a Babilônia de 1560AC a 1160AC. Esse pouco conhecimento é devido à falta de registro escrito sobre eles, pois não eram meticulosos guardiões de registros escritos como os Sumérios e Babilônicos. Os poucos registros reais sobre eles foram achados no Egito, onde os reis Kassitas chamavam os Faraós de ‘meu irmão’.

A justificativa da alegação da chegada da supremacia de Marduk estava causando sua ruína. Nos céus, a era de Áries havia chegado, mas o relógio zodiacal continuava girando e a Era do Carneiro começava a se afastar. Isso era observado pela orientação dos templos que eram construídos com orientação com os equinócios e solstícios.

Templos orientados pelos equinócios não necessitavam de reorientação, mas os para os solstícios sim, devido à precessão. Os templos que os seguidores de Marduk ergueram mostravam que os céus estavam incertos quanto à durabilidade do deus e sua era. Marduk sabia disso e instituiu sua Religião Estelar - Marduk é Nibiru. A dúvida - até quando a era de Marduk vai durar deu lugar a - se Marduk é o não-visto Nibiru, quando reaparecerá, RETORNARÁ?

O foco geopolítico e religioso do 2º milênio AC mudou para o pedaço de terra que a Bíblia chama de Canaãn. Enquanto o retorno de Nibiru começava a parecer como um foco religioso, os locais relacionados com o espaço também se destacavam e era na geográfica Canaãn que tanto o Local de Pouso e o antigo Centro de Controle da Missão estavam localizados.

Cerca de 1460AC, os reinos de Elam e Anshan (Pérsia), unem-se com Susa formando um novo e poderoso estado como a capital nacional e Ninurta como o deus nacional. Eles teriam um papel decisivo no fim da babilônia e na supremacia de Marduk. Ao mesmo tempo nascia no Eufrates um poderoso estado chamado Mitanni “A Arma de Anu”, que era um desafio para o Egito. Interligado com esses eventos havia o êxodo Israelita do Egito e a centralidade de Jerusalém.

Todos esses eventos relacionavam-se com a questão de quem controlaria os locais relacionados com o espaço quando ocorresse o retorno de Nibiru.

Segue a descrição da chegada dos Israelitas no Egito com Jacó, que pode ser vista na Bíblia - Êxodo. Sobre a visão do autor de como José salvou o Egito e as evidências ainda existentes: “As Expedições das Crônicas da Terra”.

No tempo do êxodo houve uma mudança de dinastia que não conhecia os feitos de José. O Faraó via a presença Israelita como perigosa e ordenou a morte de todo bebê do sexo masculino. Historiadores consideram que os temíveis “Filhos de Israel” eram os que viviam no Egito, mas isso não está com os números fornecidos e nem pela Bíblia. A Bíblia cita que o número dos que descenderam de Jacó eram 70, mais Jacó e José, 72. A estada durou 400 anos e eles eram 600.000 ao deixar o país. O Faraó os considerava maiores e mais poderosos que os Egípcios. Portanto não poderiam ser só esse grupo.

Nessa época os faraós do Novo Reino estavam em guerra com os Mitannis e o alvo principal era Harran, onde os familiares de Jacó viviam. O irmão mais novo dele, Ben-Yamim (Benjamim) foi para o Egito com ele. E Ben-Yamim também era o nome de uma tribo Mitanni. Os “Filhos de Israel” em Mitanni eram uma grande nação combinada, considerada apelo Faraó ‘maior e mais poderosa que nós’. Por isso a preocupação do Faraó para que os Israelitas não deixassem seu país, pois poderiam ocupar o território ao norte do Egito (Baalbek).

Ao norte, através de Canaãn, os Egípcios alcançaram as montanhas de cedro no Líbano e lutaram em Kadesh, o “Local Sagrado”. Eram batalhas para controlar o Centro de Controle da Missão em Canaãn, Jerusalém, e o Local de Pouso no Líbano.

O Faraó Tuthmosis III se referia a Jerusalém como ‘local alcançando os confins da Terra’. E em suas campanhas mais ao norte ele falou em tomar as montanhas de cedro, as ‘montanhas da terra de deus’ que ‘apóiam os pilares para o céu’, terminologia que identifica seus atributos espaciais, que ele alegava ter capturado ‘para o grande deus, meu pai Rá/Amon’.

O êxodo devia manter a promessa de Deus a Abraão, conceder uma aliança eterna do ‘Riacho do Egito até o Eufrates’, ‘toda a terra de Canaãn’ e ‘Líbano’, e até ‘os locais fortificados que alcançam o céu’, onde ‘descendentes dos Anakin’ - os Anunnaki, ainda residem. - Deuteronômio 9:1-2. A Terra Prometida abrigava os locais espaço-relacionados. Jerusalém era de Benjamim e Judá e o Líbano para a tribo de Asher.

Antes de morrer, Moisés lembrou à tribo de Asher que eles veriam ‘o viajante das nuvens subir aos céus’. (Deuteronômio 33:26).

No Monte Sinai, o Monte Mashu de Gilgamesh, ocorre a renovação da Aliança com o povo escolhido, para serem os guardiões dos dois lugares remanescentes com conexões espaciais.

Após a morte de Moisés, Deus relembra a Josué da abrangência da Terra Prometida, que ia do deserto no sul ao Líbano, no norte; e do Eufrates no leste ao Mediterrâneo no oeste. Terras que precisavam ser tomadas.

Jerusalém estava nas mãos da tribo de Benjamin. O cruzamento do Jordão, com a ajuda de vários milagres, ficava no caminho para Jericó, o 1º alvo, abrindo caminho para a plataforma do controle da missão, em Jerusalém, que como Deus havia dito a Moisés, era onde sua residência terrena deveria ser. No caminho para a captura de Jerusalém, havia também Hebron, que era habitada ‘pelos filhos de Anakin’, descendentes dos Anunnaki. A batalha que se seguiu, no vale do Ayalon, aconteceu no dia em que a Terra parou (Josué 10:10-14), permitindo aos Israelitas que vencessem.

Ao norte Moriá é designado para abrigar o Templo de Yahweh, sob o comando de Davi, e desde que Salomão o construiu ele permaneceu como um local sagrado.

Ba’al-Gad ou Ba’al-Bekka não foi tomada pelos Israelitas, o que o deixou “disponível” a outros. Os Egípcios tentaram mas foram impedidos pelos Hititas, na batalha de Kadesh, deixando o Local de Pouso nas mãos dos Fenícios. O profeta Ezequiel repreende o rei de Tyre por acreditar que tendo estado em Baalbek, ele era como um deus (Ezequiel 28:2,14). Apenas Jerusalém foi mantida pelos seguidores de Yahweh.

Vários números possuem significados especiais: o 7, 12, 40, 3600, etc., mas uma nova contagem é criada: o Jubileu de 50 anos, quando haveria o dia do perdão , da liberdade, do descanso da terra e libertação de escravos. A palavra Jubileu é Yovel na Bíblia hebraica e significa “carneiro”, que seria anunciado ao soar de um ‘chifre de carneiro’, a cada 50 anos.

Pistas para identificar o motivo dos 50 podem ser encontradas nas Américas, não com o 50, mas com o 52. O número secreto do deus mesoamericano Quetzalcoatl, que concedeu as civilizações Maias e Astecas e seus 3 calendários. O 52 representava a s 2 semanas de 7 dias do ano solar.

O mais velho desses calendários é o da longa contagem - que contava os dias desde o “dia um”, identificado como 13 de agosto de 3113AC. Junto com ele havia dois calendários de contagem cíclica, o Haab - um calendário solar de 365 dias, divididos em 18 meses de 20 dias mais 5 dias especiais adicionados no fim do ano.

O outro era o Tzolkin - calendário sagrado de 260 dias, composto de uma unidade de 20 dias girada 13 vezes. Os dois calendários cíclicos eram engrenados como duas rodas dentadas, para criar o giro sagrado de 52 anos, quando ambos voltavam ao ponto inicial e recomeçavam a nova contagem.

O 52 era ligado à promessa de Quetzalcoatl, que em algum ponto partiu e prometeu voltar em seu sagrado ano. Os povos mesoamericanos costumavam se reunir em montanhas a cada 52 anos para esperar o Prometido Retorno. Em um Ano Sagrado, 1519, um cara-pálida barbudo chamado Hernando Cortés, chegou à costa de Yucatán e foi recepcionado pelo rei Asteca Montezuma como Quetzalcoatl, o deus que regressara. Um erro que custou caro, como sabemos.

Na Mesoamérica a contagem de 52 anos servia como uma contagem regressiva para o “Retorno”. Será que o “Ano do Jubileu” servia ao mesmo propósito?

Procurando uma resposta e mesclando a unidade zodiacal de 72 anos - mudança de 1º precessional, com o Jubileu - 50 anos, chega-se a 3600 (50 x 72), que era o período orbital de Nibiru.

Ligando o calendário jubileu e zodiacal com a órbita de Nibiru, estava o Deus Bíblico dizendo: “Quando entrares na Terra Prometida, iniciem a contagem regressiva do Retorno”?

Esse conhecimento serve de fundação para um dos livros bíblicos mais importantes - o Livro dos Jubileus. Escrito originalmente em hebraico, ele reescreveu o livro do Gênesis e parte do Êxodo de acordo com o calendário jubileu. Era um produto de expectativa messiânica de quando Roma ocupava Jerusalém e devia fornecer meios para prever quando o messias viria. Quando “O Fim dos Dias” ocorreria.

 

4 Responses to “Capítulo 9 – A Terra Prometida.”

  1. Olá Anderson!
    Dois solitários neste assunto..rss.
    Li com atenção sobre o comentário sobre Moisés ter sido Akhenaton,mas a tese do Sitchin se confirma,se confrontarmos com o documentário o Exôdo Codificado de James Cameron,onde a diferença de datação foi de 50 anos,sendo que a data por volta de 1500 a.C. confere;e o mais incrível é que o faráo identificado tanto pelo documentário,como pelo Sitchin ,coincide.
    Um abraço.
    Arthur.

  2. Concluindo…o faraó do ÊXODO segundo Sitchin e o documentário,foi Ahmose ou Amósis e não Ramses como é atribuído pela maioria dos historiadores.Este faraó reinou por volta de 1580 a.C.,sendo que Akhenaton reinou por volta de 1300 a.C..Aton era considerado no panteão dos deuses egípicios um deus menor,mas como disse suspeito que ele tenha sido UTU/SHAMASH o deus sol.
    Abraço

  3. Valeu aracnos e anderson pela tradução vocÊs tem o livro fim dos dias em inglês?
    e este documentário?
    Brasília DF

  4. Pois é Arthur, essa teoria de akenaton/Moisés se fragiliza na questão da cronologia, na qual Sitchin está mais adequado.
    Aliás, Akenaton é o tema do próximo capítulo (o #10) que postarei a seguir.

    Olá Ginanni. Fico grato pela presença. Primeiro só retificando que a tradução não foi minha, mas de um amigo do qual dou os créditos junto ao primeiro capítulo postado no blog.

    Não tenho a versão em inglês, não sei se já tem o eBook (provavelmente sim), o amigo que traduziu tem o livro em papel mesmo.

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